São Paulo tem um roteiro modernista que poucas cidades conseguem igualar, e boa parte dele está espalhada entre Alto de Pinheiros e Vila Madalena. Não são museus nem monumentos: são casas onde gente comum ainda mora, projetadas por arquitetos que depois definiriam o vocabulário da construção brasileira.
Entre Pinheiros e a Vila Madalena existe um projeto assinado por Carlos Lemos e Eduardo Corona, dois nomes que trabalharam ao lado de Oscar Niemeyer em obras como o Edifício Copan e o Parque do Ibirapuera antes de assinar residências na região.
Outro capítulo pertence a Eduardo Kneese de Mello, arquiteto paulistano responsável por marcos como os conjuntos residenciais do IAPI, o Conjunto Residencial Ana Rosa e o Crusp da Universidade de São Paulo. Uma casa sua na região, de 1966, carrega o mesmo rigor de planta que ele levaria para os grandes conjuntos públicos.
A lista de nomes que passaram por São Paulo com projetos residenciais inclui Lina Bo Bardi, Vilanova Artigas, Gregori Warchavchik e Jorge Zalszupin, cada um com uma forma diferente de resolver luz, estrutura e o encontro entre casa e quintal.
O traço comum entre essas casas é estrutural antes de estético: poucos pilares, vãos livres, grandes panos de vidro e uma relação direta com o jardim. Decisões de projeto que hoje aparecem em qualquer reforma de alto padrão, mas que aqui nasceram décadas antes de virarem tendência.
Viver nessas ruas é conviver, mesmo sem perceber no dia a dia, com um pedaço considerável da história da arquitetura brasileira.
Fontes: https://www.bnsir.com.br/usado/comprar/sao-paulo/alto-de-pinheiros/8mm/245mts/4d/casa-modernista-assinada-por-paulo-bastos/75136 · https://refugiosurbanos.com.br/imoveis/um-refugio-modernista-e-assinado-em-pinheiros/ · https://blog.artsoul.com.br/a-cidade-em-linhas-retas-um-roteiro-pelas-casas-que-desenharam-o-modernismo-em-sao-paulo/
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